O Brasil tem 110 milhões de criadores de conteúdo. A maioria ainda não descobriu como ganhar com isso. |
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SEGUNDA-FEIRA, 29 DE JUNHO DE 2026
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🌎 Giro rápido pelo Brasil e pelo mundo
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Conteúdo & Negócios
Sem ideia do que postar hoje? Seus problemas acabam aqui.Criar conteúdo deixou de ser apenas presença digital. Virou a forma mais acessível de construir autoridade, atrair clientes e crescer sem precisar de um orçamento de marketing milionário. O Brasil é hoje o segundo maior mercado de criadores de conteúdo do mundo, com cerca de 110 milhões de criadores ativos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A Creator Economy brasileira movimentou US$ 5,47 bilhões em 2025 e tem projecção de atingir US$ 33,5 bilhões até 2034, crescendo a uma taxa anual de aproximadamente 22%, segundo relatório da Noodle. Mesmo assim, a maioria dos criadores ainda não sabe transformar presença em resultado.
O mercado de inlfuência já movimenta US$ 31 bilhões globalmente em 2025 e tem projecção de alcançar US$ 122 bilhões até 2030. Criadores profissionais são responsáveis por 36% de todas as interacções nas redes sociais globalmente. As marcas já perceberam: 61% dos profissionais de marketing planejam aumentar investimentos em criadores nos próximos 12 meses, com foco em contratos contínuos, não em campanhas isoladas.
O ponto que separa quem cresce de quem fica estagnado não é frequência de postagem. É consistência com direcção. Segundo pesquisa da YOUPIX, criadores com mais de cinco anos de atuação têm 50% de chance de faturar acima de R$ 10 mil por mês. Esse resultado não vem de postar muito. Vem de postar com intenção, conhecendo o público e entendendo o que o algoritmo valoriza em cada fase.
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Ciência & Mente
Sua mente pode ser uma mentirosa muito convincente.O que a neurociência diz sobre pensamentos intrusivos, viêses cognitivos e a distância entre o que você pensa e o que é real.
O cérebro humano gera dezenas de milhares de pensamentos por dia, e uma parcela significativa deles surge de forma inesperada e indesejada. São os chamados pensamentos intrusivos: idéias, imagens ou impulsos que aparecem sem convite, muitas vezes gerando desconforto, ansiedade ou vergonha. A neurociência já mostrou que esses pensamentos não refletem necessariamente quem somos. Refletem como o cérebro processa informação. O problema não é ter pensamentos difíceis. O problema é acreditar que eles são verdadeiros, ou piores, que eles definem quem você é. Situacções de estresse, pressão no trabalho e sobrecarga de informação aumentam significativamente a frequência e a intensidade desses pensamentos. Mas há outro fator pouco discutido: os viêses cognitivos que a própria mente usa para confirmar o que já acredita, mesmo quando essa crencça é equivocada.
A boa notícia é que o cérebro é plástico. Terapia cognitivo-comportamental, práticas de mindfulness, sono regular e até exercício físico já demonstraram reduzir significativamente a frequência e o impacto dos pensamentos negativos recorrentes. O primeiro passo é entender que ter o pensamento não é a mesma coisa que ser o pensamento. Você pode observar uma ideia sem aceitá-la como verdade. |
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Investimento & Tecnologia
O Japão quer investir US$ 2 trilhões em tecnologia. Isso não é exagero.Uma das maiores economias do mundo decidiu que inteligência artificial é questão de soberania nacional. O que isso diz sobre o futuro. O governo japonês anunciou um plano de mobilizar US$ 2,3 trilhões em investimentos públicos e privados em 17 setores estratégicos até 2040, incluindo inteligência artificial, chips, robótica e desenvolvimento espacial. Em paralelo, o país fechou com os Estados Unidos a Genesis Mission, parceria de US$ 1 bilhão em IA que envolve os 17 laboratórios nacionais americanos e pretende dobrar a produtividade em pesquisa e desenvolvimento em uma década. A Microsoft já anunciou US$ 10 bilhões em investimentos no Japão entre 2026 e 2029, o maior aporte da companhia no país. Isso inclui infraestrutura local de IA com soberania de dados, o que significa que as informações de cidadãos e empresas japonesas permanecem em território japonês. Esse modelo já é adotado por países que entendem tecnologia como questão de poder, não apenas de eficiência.
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Clima & Comportamento
Onda de calor surreal na Europa: entenda por que brasileiros que moram fora falam tanto sobre isso.Não é frescura. É que o calor europeu é diferente do calor brasileiro de uma forma que poucos antecipam antes de ir morar lá.
A Europa enfrenta uma onda de calor histórica que já afeta 24 países. A Francça registrou 43,8°C em Pulluau, novo recorde nacional. A Espanha superou 40°C em várias cidades em 23 e 24 de junho, os dias mais quentes já registrados no país. O Reino Unido atingiu 36,1°C em Gosport, maior temperatura para o mês de junho em toda a história britânica. A Organização Meteorológica Mundial classificou a situação como “excepcional não apenas em magnitude, mas pelo período do ano”. Pelo menos oito pessoas morreram. Mas por que brasileiros que moram na Europa descrevem esse calor como diferente, quase insuportável, mesmo sendo as temperaturas parecidas com as que já viveram no Brasil? A resposta está em uma combinação de fatores que transformam a sensação térmica em algo muito mais intenso:
O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas já confirmou: as temperaturas registradas em junho são mais típicas de julho e agosto, e estão se tornando mais frequentes por causa das mudanças climáticas. Para brasileiros na Europa, a curiosidade é inversa: quem sempre achou que aguenta bem o calor tropical muitas vezes descobre que 35°C com ar parado dentro de um prédio de pedra sem ar-condicionado é uma experiência completamente diferente. |
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